PL de reajuste em tramitação na Câmara dos Vereadores de Vespasiano exclui os servidores da saúde

A sessão legislativa desta terça-feira (14/04) em Vespasiano foi acompanhada por dezenas de servidores públicos que apesar de lotarem o auditório da Câmara Municipal foram impedidos de falar. O funcionalismo esteve na chamada Casa do povo para acompanhar a tramitação do projeto de lei que concede reajuste aos servidores da educação e pedir que os servidores da saúde não fiquem mais uma vez de fora da recomposição salarial. O presidente da Câmara tratou a presença dos servidores com truculência em determinados momentos e o clima esquentou no espaço que deve ser de representação da população da cidade.

Há dois meses os mesmos vereadores votaram para o aumento de seus salários que agora estão atualizados em R$17.035,00. Este fato cria um sentimento de revolta entre os servidores, muitos deles que hoje chegam a receber abaixo do salário mínimo.

Os servidores da educação aprovaram que se não houver avanço nas negociações a partir do dia 28 entrarão em greve.

Porta fechada para a saúde
Já os servidores da saúde ouviram dos vereadores que o Executivo não deu retorno sobre o pleito de reajuste e também não discutiram a criação da data-base para a categoria. O Sind-Saúde/MG mais uma vez manifesta a profunda indignação com o descaso e desrespeito com os trabalhadores que atendem a saúde da população, tão essenciais para a vida de Vespasiano.