Protesto contra cortes no SAMU cresce e mobiliza novos recursos

Os trabalhadores e trabalhadoras do SAMU de Belo Horizonte demonstram força e união na mobilização permanente contra a redução arbitrária de um técnico de enfermagem em cada equipe das 22 unidades de suporte básico do SAMU de Belo Horizonte. O protesto integrado por todos da equipe (condutores, enfermagem e médicos) aumenta a cada momento e nesta quarta-feira (22/04) os trabalhadores e trabalhadoras usaram sua folga regulamentar não para descansar, mas para lutar, sem sacrificar a população usuária dos serviços de urgência, e lotaram as ruas de Belo Horizonte e caminharam para a Câmara Municipal. Na casa do legislativo participaram de audiência pública para denunciar o risco da redução de um técnico do serviço móvel de BH à população.

Com a medida da PBH, o SAMU, que já está deficitário, pode não conseguir chegar a tempo de socorrer uma ocorrência. A economia apresentada pela gestão não se justifica comparado ao risco da desassistência com a redução. Os trabalhadores lutam contra o corte na equipe e pedem a permaneça dos dois técnicos e o condutor socorrista, melhores condições de trabalho e remunerações compatíveis com as aplicadas no restante do estado.

O movimento na capital começou com o anúncio da Prefeitura de Belo Horizonte de diminuir pela metade o número de técnico de enfermagem nas Unidades de Suporte Básico (UBS) e a possibilidade de reduzir mais de 4% do orçamento da área da saúde, o que representa cortes superiores a R$300 milhões.

Antes de chegar à Câmara, uma comitiva de servidores do SAMU realizava protesto em frente à Prefeitura de Belo Horizonte.
Em seguida, os manifestantes saíram em marcha pelas ruas da região central até o Legislativo com palavras de ordem como “Salvem o SAMU”. Servidores alertam para riscos de impacto direto no atendimento, especialmente no funcionamento do SAMU, com possível redução de equipes e aumento da sobrecarga.

A audiência pública foi solicitada pelo vereador dr. Bruno Pedralva e teve participação de diversas entidades sindicais, lideranças e autoridades de todas as instâncias. Durante o diálogo com o Legislativo municipal, parlamentares reconheceram a gravidade da situação e se comprometeram a acompanhar o caso junto ao Executivo, buscando alternativas que garantam a manutenção da qualidade do atendimento e dos postos de trabalho. Uma das alternativas apresentadas na audiência é da deputada federal Ana Pimentel. Na Câmara Municipal ela apresentou o Projeto de Lei (PL) 1929/2026 que prevê a regulamentação da profissão de socorrista e estabelece seus requisitos e atribuições, uma das grandes reivindicações da categoria.

O Sind-Saúde acompanha desde o início as mobilizações junto com a categoria e reforça a gravidade do impacto de reduzir os profissionais da saúde no atendimento do SAMU na capital.

A categoria segue mobilizada e não descarta novas ações caso não haja avanço concreto nas negociações.

Equipes completas salvam vidas e não podem ser reduzidas!