Servidores do BC do HJXXIII voltam a protestar contra assédio e situação é denunciada na ALMG

Durante a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realizada nesta terça-feira (12/05), a diretora do Sind-Saúde/MG Luciana Silva denunciou a grave situação que ocorre no bloco cirúrgico do Hospital João XXIII. Os servidores do BC fizeram pela segunda vez uma paralisação para exigir o fim das perseguições e assédio moral no setor que é fundamental para o funcionamento do hospital. Os trabalhadores afirmam que estão sofrendo ameaças por não cumprirem ordens da gestão que não priorizam a assistência. O protesto iniciou pela manhã da porta do HJXXIII e em seguida uma comissão de trabalhadores seguiu para ALMG. No mesmo dia, uma nova denúncia confirma o desespero que os trabalhadores enfrentam diariamente: uma cirurgia de emergência para operar a coluna precisou aguardar para que uma cirurgia agendada de mão fosse realizada primeira.

Luciana relatou que após o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins pelo governo, a sobrecarga de trabalho no HJXXIII ficou à beira do caos. “Os pacientes passaram a ficar nos corredores do João XXIII, estão ficando nos corredores das UPAs e a equipe que mais foi sacrificada foi a do bloco cirúrgico”. Como a Fhemig tem uma cobrança de garantir o número de cirurgias ortopédicas realizadas antes do fechamento do HMAL e não tem cumprido a exigência, as cirurgias de emergências estão deixando de ser atendidas para priorizar as eletivas. Os servidores que questionam essa situação estão sendo perseguidos.

A fala da diretora do Sindicato foi enviada pela ALMG ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e para o Ministério Público. Os servidores denunciam desde a falta de estrutura do bloco como cirurgias sendo realizadas sem ar condicionado, além de protocolos de assistência que não estão sendo seguidos.

Uma trabalhadora que foi retirada do setor por fazer esses questionamentos também fez a denuncia durante a audiência da Comissão de Direitos Humanos. Ela foi afastada desde o dia 04 de março. “Desde que o Hospital Maria Amélia Lins fechou, tudo que acontece que é errado e que a gente denuncia, a gente sofre perseguição, de todas as maneiras possíveis. Eu estou sofrendo essa perseguição e me sinto com as mãos e pés amarrados”, relatou a servidora na ALMG. Mesmo com a atenção da população, através da imprensa e dos protestos dos trabalhadores, a gestão mantém a servidora afastada do bloco cirúrgico e o clima de pressão nos servidores é diário.

A deputada Bella Gonçalvez que presidia a reunião na ALMG encaminhou solicitação para a realização de uma audiência pública para tratar o tema. Os trabalhadores já sinalizam para uma nova paralisação no dia 22 de maio. A mobilização ocorre após uma reunião da presidente da Fhemig com o deputado Lucas Lamar que também acompanha o caso.