Trabalhadores da saúde mantêm paralisação em 08 de maio diante da falta de respostas concretas do governo; movimento paredista atinge Funed e bloco cirúrgico do João XXIII

Representantes do SINDSAÚDE-MG participaram de reunião com a SEPLAG, SES-MG, FHEMIG e FUNED para discutir perdas salariais, ajuda de custo, GIEFs e condições de trabalho dos servidores da saúde estadual. Apesar das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, o governo não trouxe propostas concretas de recomposição salarial nem apresentou soluções imediatas para as pautas econômicas da categoria. Os trabalhadores do Bloco cirúrgico do Hospital João XXIII fazem paralisação de 12 horas na próxima sexta-feira (08/05). e os servidores da Funed aprovaram paralisação de 24 horas na mesma data.
Durante a reunião realizada nesta quarta-feira (06/05), o sindicato relembrou que estudo realizado junto ao DIEESE aponta perdas salariais acumuladas de aproximadamente 27,25% apenas durante o governo Zema. A direção sindical reforçou que o reajuste de 5,4% concedido este ano está muito distante de recompor o poder de compra dos servidores.
A resposta da SEPLAG foi de que o governo reconhece as perdas, mas alega limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, pela legislação eleitoral e principalmente pela falta de disponibilidade financeira do Estado. Segundo os representantes da gestão, o governo “não possui caixa” para avançar neste momento em reajustes maiores.
Também foi debatida a situação da ajuda de custo, congelada há anos para grande parte dos servidores. O sindicato criticou a desigualdade existente entre categorias e defendeu a construção de uma política permanente de reajuste anual, igualitária para todos os trabalhadores do Estado.
Na FUNED e na FHEMIG, o SINDSAÚDE cobrou ainda revisão das GEFs e maior valorização dos trabalhadores. Na FUNED, foi denunciado que a fundação possui grande capacidade arrecadatória, mas distribui percentual extremamente baixo das gratificações aos servidores. Já na FHEMIG, os trabalhadores denunciaram falta de transparência nos critérios de distribuição e perdas acumuladas após mudanças na forma de pagamento das gratificações.
Apesar da insistência da gestão em afirmar que os temas “seguem em estudo”, os trabalhadores reforçaram que apenas reuniões sem encaminhamentos concretos não resolvem os problemas da categoria.
Diante da ausência de avanços efetivos e do aprofundamento do desgaste dos trabalhadores da saúde estadual, o SINDSAÚDE mantém a paralisação marcada para o dia 08 de maio.
A mobilização será também um recado ao governo: sem valorização dos trabalhadores, sem recomposição salarial e sem respeito à saúde pública, a luta vai continuar.

