Paralisação: Servidores do HJXXIII e da Funed fazem protesto e saíram às ruas da capital
Em paralisação, os servidores do Bloco Cirúrgico do Hospital João XXIII e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) protestaram em frente a unidade hospitalar e seguiram em passeata pelas ruas do centro da capital na manhã desta sexta-feira (08/05). A mobilização chama atenção para os problemas enfrentados pelos trabalhadores. No BC do João, a denúncia é de casos graves de assédio moral e perseguição à trabalhadores. Já na Funed, os servidores se movimentam para garantir melhorias na remuneração, em especial na alteração dos percentuais da Giefs. O protesto ganhou adesão e os trabalhadores ocuparam as ruas de Belo Horizonte.
Os servidores do Bloco anunciam que irão aguardar a solução dos problemas até a próxima terça-feira (12/05), data marcada para uma nova paralisação. E os servidores da Funed esperam que a gestão apresente uma proposta em reunião agendada para segunda-feira (11).
Enquanto os servidores protestaram em frente ao hospital, representantes dos trabalhadores foram recebidos pela direção da unidade. As lideranças dos servidores manifestaram a indignação com as graves denúncias de assédio e perplexidade da gestão deixar o caso tomar a proporção que chegou. Os servidores avisaram que a mobilização irá continuar até que uma solução seja apresentada e que o sentimento de revolta dos servidores com a situação é urgente.
A paralisação do Bloco tem duração de 12 horas nesta sexta e obedece a escala mínima para preservar a assistência necessária.
Servidores da Funed querem proposta concreta
Os servidores da Funed, que também estão mobilizados em busca de negociação, realizaram a paralisação de 24 horas e aproveitaram o período da manhã para se juntar aos colegas do João. O recado para o governo é que o movimento está coeso e a reivindicação é uma bandeira antiga da categoria que se mostra revoltada com o descaso do governo. A remuneração dos servidores ao longo dos anos tem perdido valor e direitos como Giefs tem sofrido arrocho sem proporções. Os servidores reivindicam que os 30% previstos para o pagamento da Giefs seja colocado em prática.
Ao final da manifestação, os servidores seguiram pelas ruas até a prefeitura de Belo Horizonte, onde se juntaram ao movimento da educação em greve no município.


