13º Congresso Nacional da CUT

Diretores do Sind-Saúde/MG participam do 13º Congresso Nacional da CUT

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Começou nesta segunda-feira, (07/10), o Seminário internacional no 13º Concut, que debate o futuro do trabalho e os desafios para que os trabalhadores não percam mais direitos. O Congresso está sendo realizado em Praia Grande, e teve como debate inicial o tema “Sindicalismo do Futuro e os Impactos das Novas Tecnologias no Sul Global”.

O representante da Fundação Friedrich Ebert (FES Brasil), Yesko Quiroga, alegou que a discussão sobre as novas tecnologias tem de vir junto com as discussões sobre globalização e o desenvolvimento demográfico que estão modificando as cadeias de trabalho.

“O avanço da direita, do retrocesso, da precarização com mais flexibilização está afastando a representação sindical porque os trabalhadores não se sentem mais como trabalhadores. Foi incutida a ideia de que somos colaboradores das empresas”, criticou o dirigente da FES Brasil.

Segundo Yesko, instituições de pesquisa coincidem numa visão pessimista de perda de empregos e precarização dos trabalhos, principalmente na América Latina, “para enfrentar os efeitos negativos, para ter trabalho decente precisamos de novas estratégias sindicais. O sistema sindical está debilitado. É preciso ter acesso a um sistema social forte e consistente que defenda os menos favorecidos, mas sem movimento sindical isto não vai acontecer”, declarou Yesko.

A diretora do Sind-Saúde/MG, Lionete Pires, fez um questionamento sobre os impactos da saúde no cenário da globalização e as mudanças nas relações de trabalho, “essas mudanças impactam não só no sentido do adoecimento dos trabalhadores, mas no Sistema Único de Saúde. O Congresso é uma grande oportunidade de debater sobre essas questões. Para ela, os sindicatos da saúde têm a responsabilidade de debater nesse momento em que o Brasil passa, “a transformação trabalhista em tempos de globalização vai interferir diretamente na saúde. Temos o entendimento de um sindicato que faça a defesa da saúde pública, para nós não interessa a precarização, terceirização e quarteirização”, completou a diretora.

Lionete ainda aproveitou para reafirmar que os convênios privados, as Organizações Sociais são um retrocesso e significa o desmonte do Sistema Único de Saúde.

O debate ainda foi além da discussão sobre novas tecnologias, dirigentes sindicais internacionais também fizeram coro ao grito por Lula Livre. Para os representantes da África, América Latina e Europa que compuseram a mesa de discussões do 13º Concut, sem democracia, sem a contenção dos avanços da extrema direita no mundo e sem Lula Livre toda a luta dos trabalhadores pode ser comprometida.

Para a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, nos últimos anos o mundo vem caminhando para mais retrocessos aos direitos da classe trabalhadora. E que no Brasil, diante dos atos do governo de Jair Bolsonaro (PSL) para destruir o sindicalismo brasileiro e dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas, é preciso agradecer a solidariedade internacional que a Central vem recebendo e o apoio por Lula livre.

Precisamos da amizade que construímos ao longo da história da CUT com as organizações internacionais que compreendem o momento que passamos sob um governo de extrema direita que tira direitos dos trabalhadores, ataca os jovens, as mulheres e os indígenas”, declarou Carmen. A dirigente, no entanto, avisou que “jamais a classe trabalhadora vai se curvar e a CUT, neste congresso, vai demonstrar uma firme disposição para resistir”.

Representando  o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais, estão presentes no Congresso os diretores Neuza Freitas, Lionete Pires, Renato Barros, Leide Medeiros, Hudson Coelho, Leonildo Lopes, Ediné Soares, Sandra Oliveira.