Crise na Colônia

Trabalhadores da Casa de Saúde Santa Izabel ocupam Fhemig, cobram saída para caos na unidade e futuro do diretor será discutido na próxima semana

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A crise na gestão da Casa de Saúde Santa Izabel em Betim chegou ao limite e levou trabalhadores, comunidade, lideranças locais, como o representante da Associação de Moradores da Colônia Hélio Dutra e os vereadores de Betim Lindoar Barroso e Gilson Baeta, a ocuparem o prédio da administração central da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) em busca de solução. O protesto aconteceu na manhã desta quinta (31/10), data que o diretor da ex-Colônia Getúlio Moraes ameaçava como fechamento do Hospital Orestez Diniz, que pertence ao complexo de saúde em Betim. Após a ocupação, o presidente da Fundação Fábio Baccheretti recebeu um grupo de trabalhadores e comunidade. Ao final da reunião, assinou um documento com o compromisso da Fhemig com a manutenção da unidade. Muitos dos problemas que se acumulam na CSSI tem origem má-gestão da unidade.

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A Fhemig irá dar a resposta sobre a situação do diretor na próxima quarta (06/11) e se comprometeu a procurar junto a prefeitura de Betim a manutenção dos médicos. O documento produzido pela Fhemig e lido para os manifestantes solicita que o prefeito de Betim, Vitorio Medioli mantenha a cessão de servidores em exercício na CSSI até 31 de dezembro. O município de Betim cede atualmente oito médicos que atuam no hospital.


O início do protesto foi recebido com truculência por parte do chefe de gabinete da Fhemig André dos Anjos, que chegou a acionar um aparato policial desproporcional ao contexto pacífico da manifestação. Três trabalhadoras foram trancadas na sala da presidência pelo chefe de gabinete, uma delas grávida que chegou a passar mal e foi encaminhada para atendimento médico. Para chamar a polícia, o chefe de gabinete afirmou que estava ocorrendo quebradeira nas dependências da Fhemig, fato que não foi comprovado pelos policiais. A diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG) Neuza Freitas repudiou a atitude do representante da presidência da Fundação. “Somos servidores, jamais depredaríamos patrimônio público. Vimos com muita indignação o comportamento dele. A polícia se desculpou e admitiu que a manifestação estava pacífica.”

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Durante a reunião com o presidente da Fhemig, o diretor do Sind-Saúde Hudson Fernandes expos também a suspensão do atendimento odontológico. “A unidade precisa da contratação de um novo odontólogo. Existe uma demanda de mais de 100 usuários aguardando atendimento”, cobrou. Em reunião com o Sindicato em setembro, o presidente da Fhemig afirmou que a decisão de fechar o consultório partiu da gestão local e, na época, a administração central disse que não tinha nenhum documento que avisasse sobre a falta de pessoal.


Ontem (30), o protesto foi na ex-Colonia em Betim. O ato teve a participação dos trabalhadores, comunidade, parlamentares e do Sind-Saúde. Os trabalhadores também denunciam a falta de insumos, as precárias condições de trabalho e infraestrutura, gastos exorbitantes, a implementação da OS nos hospitais da Fhemig e o alto salário do gestor da unidade que tem sido denunciada em diversos meios de comunicação. Além disso, o diretor responde a uma ação no Ministério Público do Trabalho (MPT) de assédio moral contra trabalhadores e abuso de poder hierárquico.

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(Chefe de Gabinete da presidência da Fhemig e policiais)

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Veja mais:
http://sindsaudemg.org.br/index.php/fhemig/3459-2019-10-30-20-27-01.html
http://sindsaudemg.org.br/index.php/fhemig/3386-protesto-na-cssi.html