Trabalhadores da saúde acumulam perdas de até 27% durante governo Zema, aponta estudo
Salário corroído: Levantamento elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido do Sind-Saúde/MG, revela que os servidores da saúde do Estado de Minas Gerais enfrentam uma brutal queda salarial acumulada durante a gestão de Romeu Zema. Segundo o documento, apenas para recompor a inflação do período da Gestão Zema (janeiro de 2019 a fevereiro de 2026), seria necessário um reajuste imediato de 27,25%.
De acordo com o levantamento, durante a gestão do governador Romeu Zema (2019 a fevereiro de 2026), os reajustes concedidos à categoria somaram apenas 15,14%, enquanto a inflação medida pelo INPC/IBGE atingiu 46,52% no mesmo período. O resultado é uma perda salarial de 21,41%, exigindo um reajuste imediato de 27,25% para recomposição do poder de compra.
O cenário se agrava quando analisado um período mais amplo. Desde 2016, os vencimentos básicos dos trabalhadores da saúde acumulam perdas ainda maiores. Para recuperar integralmente as perdas inflacionárias, seria necessário um reajuste de 36,24%, segundo o relatório detalhado.
O levantamento abrange carreiras de órgãos como a Secretaria de Estado de Saúde, Hemominas, FUNED, Escola de Saúde Pública e FHEMIG, evidenciando que a defasagem salarial é generalizada em toda a estrutura da saúde pública estadual. A análise destaca que, embora o governo tenha aplicado dois reajustes no período (10,06% em 2022 e 4,62% em 2024), a inflação medida pelo INPC-IBGE no mesmo intervalo foi de 46,52%.
Para o Sind-Saúde/MG, os dados reforçam a urgência de um reajuste que vá além de correções pontuais e garanta, de fato, a recomposição das perdas acumuladas.

