Reajuste de 5,4% é insuficiente e não recompõe perdas históricas, dizem servidores da saúde em Assembleia
A aprovação, em definitivo, do projeto de revisão salarial dos servidores estaduais pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que estabelece o índice de 5,4%, está longe de representar a justa recomposição para o funcionalismo público de Minas Gerais. Servidores da saúde estiveram reunidos em Assembleia na manhã desta quinta-feira (26/03) para analisar o contexto e os novos passos na luta contra a política de arrocho dos salários.
Embora o governo tente apresentar o percentual como reposição inflacionária, o índice não cobre as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos, marcados pelo congelamento salarial e ausência de políticas efetivas de valorização do serviço público. A realidade vivida pelos trabalhadores da saúde e demais categorias é de perda contínua do poder de compra.
Além disso, o reajuste aprovado ignora completamente a necessidade de revisão de gratificações e auxílios que seguem defasados e sem qualquer atualização, aprofundando ainda mais as distorções na remuneração dos servidores.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada a emenda nº3 de autoria da deputada Beatriz Cerqueira que propõe a recomposição de 9,36%, mas foi rejeitada pelos deputados.
Deputados(as) que votaram NÃO ao reajuste de 9,36% para o funcionalismo estadual:
- Adriano Alvarenga — PP
- Arlen Santiago — Avante
- Betinho Pinto Coelho – PV
- Bim da Ambulância — Avante
- Bosco — Cidadania
- Cássio Soares — PSD
- Coronel Henrique — PL
- Delegado Christiano Xavier – PSD
- Doorgal Andrada – PRD
- Dr. Maurício — NOVO
- Enes Cândido — Republicanos
- Gil Pereira — PSD
- Grego da Fundação – Mobiliza
- Gustavo Valadares – PSD
- João Magalhães — MDB
- Maria Clara Marra — PSDB
- Nayara Rocha — PP
- Noraldino Júnior — PSB
- Raul Belém — Cidadania
- Roberto Andrade — PRD
- Rodrigo Lopes – União
- Tito Torres — PSD
- Vitório Júnior — PP
- Zé Guilherme — PP
- Zé Laviola — NOVO
Outra emenda que foi rejeitada foi a previsão de cumprimento da Constituição da revisão anual dos salários. Veja como foi a votação de cada deputado sobre este assunto:

O Sind-Saúde chama atenção sobre o posicionamento dos parlamentares na votação, pois é fundamental que os servidores saibam quem votou contra uma recomposição mais justa.
A luta não termina com essa votação. Neste cenário, o Sindicato destaca que o atual governador tem se direcionado midiaticamente como interessado em mudar o tratamento com o funcionalismo e que suas aspirações políticas devem encontrar a realidade de descaso com os servidores.
Sabemos que uma recomposição digna esbarra agora no prazo do dia 03 de abril por ser um ano eleitoral, mas seguiremos mobilizados para continuar a luta por valorização das carreiras e a correção das perdas acumuladas ao longo dos anos.


