Fhemig muda regra de proteção à COVID-19

Qui, 28 de Maio de 2020 21:56 0 COMMENTS
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Fhemig afrouxa regras de EPI e permite máscaras de pano para recepção de unidade hospitalar e outros departamentos dos hospitais


mascara corona


Apesar das unidades hospitalares serem locais de alto nível de contaminação e risco de transmissão da COVID-19, a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) decidiu reduzir os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fornecidos aos trabalhadores. A partir de agora, servidores lotados na recepção, farmácia, almoxarifado, manutenção e área administrativa não receberão as máscaras cirúrgicas, conforme nota técnica da Diretoria Assistencial da Fhemig. No lugar, os trabalhadores irão utilizar máscaras de pano. O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde/MG) repudia a economia em cima da segurança e proteção destes trabalhadores. 


A Fhemig argumenta que a  atualização na regra foi feita a partir da Nota Técnica número 4 da Anvisa, revisada no dia 08 de maio. A flexibilização do uso de máscaras cirúrgicas em determinados locais do hospital, entretanto, não tem ressonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS, as  máscaras cirúrgicas e N95 devem ser priorizadas para profissionais de saúde.


A diretora do Sind-Saúde/MG Neuza Freitas afirma que as máscaras de tecido não são reconhecidas como EPI pela a OMS. “Percebo isso como uma forma de economia orientada pelo governo federal. Como o Brasil não tem estoque suficiente de EPI adotou essa história de máscara de pano. Isso me causa uma grande preocupação.”


Os capotes são outro grave problema enfrentado pelos trabalhadores da Hospital Eduardo de Menezes, referência em tratamento da COVID-19. Apesar da mesma Nota Técnica da Anvisa utilizada como argumento para diminuir a abrangência do uso das máscaras cirúrgicas recomendar o avental impermeável para profissionais em contato com pacientes com o novo coronavírus, servidores do HEM relatam receber apenas o capote de tecido e ainda de forma compartilhada.


“O profissional deve avaliar a necessidade do uso de capote ou avental impermeável (estrutura impermeável e gramatura mínima de 50 g/m2) a depender do quadro clínico do paciente (vômitos, diarréia, hipersecreção orotraqueal, sangramento, etc.). Em situações de escassez de aventais impermeáveis, conforme descrição acima (gramatura mínima de 50 g/m2), admite-se a utilização de avental de menor gramatura (no mínimo 30g/m2 ), desde que o fabricante assegure que esse produto seja impermeável”, diz a nota da Anvisa. 


Veja aqui a nota da Anvisa


Clique aqui para acessar a nota da DIRASS